Este blog, SONETOS & CIA, vem substituir o SONETOS & CIA anterior, por eu ter perdido a senha, mas quero convidar a todos para acessá-lo: http://acf081314.blogspot.com.br/ Email: 2acabralf@gmail.com
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
sábado, 3 de dezembro de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Soneto A Homero - Soneto * Antonio Cabral Filho - RJ
*****
Soneto
a Homero
Feliz
eu seria se nascido Homero,
Poder
homerizar meu próprio verso,
Elevar
a lira com que prospero
Fictício
e real no viver imerso.
Expor em “ilíacas odisséias”
As
peripécias do labor poético
A
ponto de matar por cefaléias
Os
curiosos do pendor estético.
Depois,
virar fumaça no espaço,
Deixando
em suspense várias platéias
Até
que a rolinha fuja do laço.
Mas, que fazer se não nasci Enéias?
Eis
aqui minha lenha para o fogo
Desde
que a luz mostre pros céus meu rogo.
*****
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Lixão De Gramacho - Soneto * Antonio Cabral Filho - Rj
******
Lixão de Gramacho
Bate
em meu peito um “lixão de Gramacho”,
Exposto
à visitação tão bem pública
Que
vem admirar o próprio esculacho
Para
aprender a viver em república.
Mas
adentra como quem faz devassa
E
vai pisando assim à revelia
Tudo
que reina feliz onde passa
Sufocando
a pouca vida que havia.
Tânatos
expirando sob escombros,
Eros
pintando céus todos de chamas,
Lábios
perambulando por um beijo,
Mas
encontram aí peitos sem ombros
Nesse
tumulto de emoções sem camas
Em
que rolam gemidos e arquejos.
*****
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Modo Machadiano De Crítica Social * Antonio Cabral Filho - Rj
Machado De Assis,
segundo na fila direita, atrás do barbudo, à frente da Princesa Isabel, no dia da Missa Campal pela Abolição da Escravatura.
***
Modo Machadiano De Crítica Social
Falaremos, primeiro, sobre rosa,
das contradições cármicas da sorte,
da alegria de ser a mais formosa
e da dor de enfeitar cara de morte.
Assim, traremos para o nosso bloco,
a simplesa d'alma dos inocentes,
atraído para o prazer de Baco,
na taça de Vênus sempre caliente.
Depois, macularemos nossa crônica
com o sangue dessa escravidão real,
extraído em leilão beneficente,
Contar-lhes-emos trava - línguas cômicos
elevando o leitor ao pedestal,
matando ao fim o entrão como demente.
*****
Marcadores:
abolicao da escravatura,
antonio cabral filho,
machado de assis,
modo machadiano de critica social,
poesia,
princesa isabel,
soneto
quarta-feira, 15 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Vinho De Baco - Soneto * Antonio Cabral Filho - Rj
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS
Antonio Cabral Filho - Rj
***
VINHO DE BACO
- SONETO -
"Uma vez que o soneto é imortal",
meu ser respira em estado de graça,
Baco chega sem cerimonial
brandindo-me sequioso a taça.
Vem chegando Safo e suas meninas,
deixando meu tonel todo assustado,
perante o fogo e a sanha fesceninas,
mas com ou sem dor, será esgotado.
Neste momento, Lesbos jás vazia,
e, mesmo sem estar cheios de uca,
rolamos pela areia de alegria.
Por mais que alguém tenha medo da Cuca,
não entrego o que aconteceu depois,
a menos que possa ser só nós dois...
***
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Glosando Miguel J. Malty * Antonio Cabral Filho - Rj
ESTRO ANO XI Nº 116 - 2007
EDITOR: MIGUEL J. MALTY
Brasília - Df
***
Glosando Miguel J. Malty
MOTE
"Do poeta, a inspiração
tenho o gênio por maestro.
Busco o sonho, ouço a razão.
Amigos, eu sou o Estro."
*
"Do poeta, a inspiração..."
A inspiração do poeta
é coisa do coração,
não conhece linha reta.
Pra fugir da rima grave
"Tenho o gênio por maestro",
que vive brandindo a chave
hasteada pelo destro.
Mas pra matar rima em ão,
desisti de ouvir estrelas.
"Busco o sonho, ouço a razão"
pra conseguir entendê-las.
Sempre dizem que excedi;
ouçamos o nosso mestre,
vai falar Miguel Malty:
"Amigos, eu sou o Estro!"
*
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Soneto Morfêico - Soneto * Antonio Cabral Filho - Rj
O soneto é uma boa camisa de força
Disponível aos espíritos lá d’antanho
Que vestem-na urgente ou vão purgar na forca
Antes mesmo das águas do primeiro banho.
- Ora! Dirão-me, nosoutros pensar em métricas
Como um desses sapos tanoeiros ilustres;
Isto já custou-nos mais que contendas tétricas
E fuzuês entre mui distintos abutres!
Certos tipos adoram devorar os outros
Com preferência estrita pela mesma espécie,
Aliás, como ensinam costumes antropos,
Sem preocupar-se com volumes nem messe
Na gana de elevar a fama d’antropófagos
E homerizar tantos instintos morfêicos.
***
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Soneto DE Mary Jane * Antonio Cabral Filho - Rj

-escritablog-
*
SONETO DE MARY JANE
O amor de Mary Jane
não tem nada comparável,
não há épico que reine
onde habita o insondável.
Mary Jane não transige
nos reinos do coração,
que como senhor, lhe exige
a completa rendição.
Admiro o Homem aranha,
que não faz a coisa feia,
mesmo ante força tamanha:
cobiçar mulher alheia.
Gafes mancham ideal,
mas finda vencendo o mal.
*
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Elegia De Augusto Dos Anjos - Sonetilho - Antonio Cabral Filho - Rj
*
EU - AUGUSTO DOS ANJOS
***
ELEGIA DE AUGUSTO DOS ANJOS
Fui ler Augusto dos Anjos,
mas assim logo de cara,
fiquei que nem os arcanjos,
caçando "ESCARLETE OHARA!"
Pareceu-me um Frankenstein,
Drácula sem Baviera;
por mais que vocês estranhem,
ache pior do que era.
mas depois, eu me dei conta,
pela riqueza linguística
cuspida por gente tonta,
sem apreço com estilística,
fora os burros sem cabresto
aos coices pelos seus textos.
*
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Ladeira Saint Roman - Soneto * Antonio Cabral Filho - Rj
/////////////////////////

*
Ladeira Saint Roman
A histórica Ladeira Saint Roman
Quer mostrar o brilho da sua glória
Mas, pobre da Ladeira Saint Roman,
Não quer censuras em sua história.
A mal-quista Ladeira Saint Roman
Procura por algum herói que diga
O caso Pasquim, tantim sem tantan,
Mas quer que o faça sem fugir da briga.
A mal-vista Ladeira Saint Roman
Não quer deixar o prazer dessa história
Ser degustado depois que morrer.
A “rabuda” Ladeira Saint Roman,
Que festejou muita gente ao subir,
Diz que não viu tanta gente descer.
*
Marcadores:
antonio cabral filho,
jaguar,
jornal pasquim,
ladeira saint roman,
luis carlos maciel,
pasquim,
paulo francis,
poesia,
soneto,
sonetos e cia,
ziraldo
sábado, 23 de maio de 2015
Soneto Do Flibusteiro * Antonio Cabral Filho - Rj
Soneto do Flibusteiro
Conheço alguém mui capaz
De cometer flibustério,
Tão bem que ninguém jamais
Investigou seu mistério.
Toma todo bem do pobre,
Que é tudo que lhe convém,
Espírito vira cobre
Pra lhe bancar o sedém.
Ele se assina coelho,
Mas todo Paulo é velhaco,
Se te pega de joelho.
Guarde o teu ponto fraco,
Não te esqueça do teu relho
Contra o tal de paulo coelho...
***
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Acróstico MIL - Soneto Acróstico * Antonio Cabral Filho - Rj
Soneto Acróstico
http://depressaoepoesia.ning.com/group/acrosticos-depressao-e-poesia/forum/topics/acr-stico-mil-antonio-cabral-filho-rj?xg_source=activity
Maria Iraci Leal
***
ACRÓSTICO MIL
M - ais que lembrar maestria
A - nte tudo que previmos,
R - ico levou correria
I - ndo na onda que vimos.
A - í, fez-se luz o sol,
I - luminou nosso dia,
R - einou em nosso arrebol
A - rdente luz de alegria.
C - antando nossa canção
I - ndo na rota do rio,
L - ivres e sem comoção,
E - nsinemos ao Brasil:
A - ntes do Dia do Fico
L - utem pelo Velho Chico.
***
Marcadores:
acrostico,
antonio cabral filho,
blog literario,
formas fixas,
poesia,
soneto,
soneto acrostico,
soneto e cia,
sonetos do antonio cabral filho
Assinar:
Postagens (Atom)












